ABRAÃO
Abraão, o pai da
fé, foi um homem extraordinário, deixou-nos um legado valioso de fé e obediência
a Deus, mas não foi ele o homem através de quem o Espirito Santo deu as
doutrinas à Igreja. Alguns defensores do dizimo, confrontam-me dizendo que o
dizimo é da graça, argumentando que Abraão viveu antes da lei e foi dizimista.
Embora tenha
Abraão vivido antes da lei, mesmo assim nada tem a ver com a Nova Aliança que
Cristo veio trazer. É muito fácil perceber isso. Se a minha vida cristã tiver como
exemplo Abraão, então, deveria me circuncidar, oferecer sacrifícios sobre
altar, poderia ter concubinas, pois Abraão só no que diz respeito ao dizimo? Abraão
não pode ter vivido em um tempo de graça como o nosso, por isso ele não está
com a palavra para a Igreja.
MOISÉS
Moisés foi o
instrumento que o Senhor usou para libertar Israel do Egito. Foi um grande líder
que o mundo Antigo conheceu. Todavia, Moisés nada tem com a Nova Aliança, mas
tudo a ver com a Antiga.
MALAQUIAS
Embora seja
considerado profeta menor, é o mais amado e citado pelos defensores do dizimo.
Malaquias foi, sem
dúvida, um homem de Deus. A exemplo de Abraão e Moisés viveu em um tempo totalmente
diferente do nosso. Ele defendia toda lei de Moisés, e não só o dizimo como
querem os defensores desta doutrina. Usam os escritos do profeta somente no que
diz respeito ao dizimo, mas calam-se quando ele fala dos holocaustos, dos sacrifícios
e de toda a lei de Moisés. Malaquias, a bem da verdade, não defendia o dizimo,
mas a lei de Moisés. Basta ler os seus escritos.
Lembrai-vos da lei
de Moisés, meu servo, a qual lhe mandei em horebe para todo o Israel, e que são
os estatutos e Juízos (Mal. 4:4).
Pelo texto acima,
podemos entender que Malaquias falava a Israel da Antiga Aliança, nada tem
conosco que somos de Cristo. Por esta razão, nenhum cristão consciente andará
segundo os escritos de Malaquias.
APÓSTOLO
Estes sim foram os
instrumentos de Deus para a implantação e fortalecimento da Igreja. Com a morte
de Cristo nasceu a Igreja, e sobre a orientação do Espírito Santo e
instrumentalidade dos apóstolos, recebeu as doutrinas que haveriam de nortear
sua vida.
Enquanto exerceu o
seu ministério, Jesus escolheu os apóstolos. Ensinou-os por três anos. Derramou
sobre eles o Espírito Santo e os capacitou para o grande ministério que teriam.
Lucas fala desse relacionamento entre Jesus e os apóstolos, com respeito à
Igreja.
Até o dia em que
foi recebido em cima, depois de ter dado MANDAMENTOS, pelo Espírito Santo, aos apóstolos
que escolhera (Atos 1:2).
Jesus passou todas
as instruções aos apóstolos, porque seriam eles as colunas da nova ordem
inaugurada na cruz. É por isso que quando a Bíblia fala sobre a Igreja, diz que
esta permanecia na doutrina dos apóstolos.
E perseveravam na
DOUTRINA DOS APÓSTOLOS, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações (Atos
2:24).
A Bíblia não diz
doutrina de Abrão, ou de Moisés, ou de Malaquias e nem mesmo de Jesus, mas dos Apóstolos.
É claro quer as
doutrinas vieram de Cristo, mas por instrumentalidade dos apóstolos. Por isso
diz: “Doutrina dos Apóstolos”.
É o mesmo que a
lei. Sabemos que veio de Deus, mas como foi dada através de Moisés, e chamada
de lei de Moisés. (Mal, 4:4). Nossa segurança como cristão que fomos libertados
da Lei, é a certeza de que o fundamento da nossa fé é a doutrina dos apóstolos.
Edificados sobre o
fundamento dos apóstolos e dos profetas de que Jesus Cristo é a principal pedra
da esquina (Ef. 2:20)
A Bíblia chega a
citar alguns nomes de apóstolos, referindo-se a eles como sustentáculos da
Igreja. E conhecendo Tiago, Cefas e João, que eram considerados como as
COLUNAS,... (Gal. 2:9). Toda doutrina que Jesus deu à Igreja, deu-a através dos
apóstolos, porque quando ele viveu aqui na terra a Igreja ainda não existia.
Para que vos lembreis
das palavras que primeiramente foram ditas pelos santos profetas, e do
mandamento do Senhor e Salvador, mediante os vossos apóstolos. (II Pe. 3:2)
Quando a Igreja, recém-nascida,
foi confrontada com a Lei de Moisés, os apóstolos se reuniram em Jerusalém, e
foram eles que deram o seu parecer.
Na verdade pareceu
bem ao espírito Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, se não estas
coisas necessárias (Ato 15:28).
Por todos esses versículos
e por muitos outros textos do Novo Testamento, tive que responder que o Senhor
deu sua doutrina à Igreja por intermédio dos apóstolos.
Você que é
dizimista fiel, responda-me com um texto bíblico, se puder; onde foi que os apóstolos
ensinaram aos crentes guardar o sábado ou dizimar?
Alguns teólogos contestam-me,
dizendo que a Igreja já sabia desta doutrina, por isso os apóstolos não a
ensinaram.
Em que pesem o respeito
e estima que tenho pelos pastores e teólogos, não posso concordar com essa afirmação.
Primeiro: Porque os escritos dos apóstolos, muitos deles foram dirigidos às
Igrejas Gentílicas que nada tinham com o Judaísmo. Segundo: Se a Igreja de Jerusalém
conhecia o dizimo, conhecia-o como pertencente aos Levitas e não aos Apóstolos.
Naquele momento de
crise espiritual, pelo qual passei por causa do dizimo, muita coisa aprendi. Lembro-me
de ter perguntado ao Senhor se eu não deveria guardar nada da Antiga Aliança. A
resposta foi muito simples. Os apóstolos funcionam, como um filtro entre Antigo
e Novo Testamento. Tudo que passou do Antigo para o Novo Testamento, pelo
filtro, isto é, pelos apóstolos, devemos observar como sendo a vontade de Deus
para a sua Igreja; as demais coisas respeitamos como uma luz que brilhou na
história, mas que ofuscada por outra com maior intensidade. Essa luz maior é a
Nova Aliança no sangue do Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
A Nova Aliança,
que tem como principio maior nos liberta da Antiga.
Estais, pois firme
na LIBERDADE com que Cristo nos libertou, e não torneis a meter-vos debaixo do
jugo da servidão ( Gal. 5:1)
Essa revelação de
que os apóstolos servem como filtro entre Antigo e Novo Testamento, foi-me
muito útil.
Nenhum comentário:
Postar um comentário