sábado, 13 de abril de 2013

DÍZIMO, FATOR DE CONFLITOS NAS IGREJAS - PARTE 08


Recapitulando a primeira parte desse tema:
Cito como exemplo o livro “Os Exterminadores de Riqueza”, de autoria de Jerônimo Onofre da Silveira.
Esse pregador e escritor, em nome do dízimo, prega um evangelho de terror, baseado no medo e na intimidação. A interpretação que ele faz da palavra de Deus, misturando dízimo com demônios, chega às raias do ridículo. Comete o despautério de baratear o sangue do cordeiro, símbolo de Cristo, igualando-o ao dízimo. Em seu livro, acima referido,  página 27, ele afirma: O dízimo é comparado com o sangue do cordeiro como o grande sinal capaz de proteger o cristão, das quatro legiões de demônio. Quem lê os escritos de Jerônimo Onofre da Silveira, chega a decepcionante conclusão que ele elege o dízimo como um deus, acima de Jesus.
Em nome de seu deus, o dízimo, esse pregador ensina coisas que ofendem a doutrina cristã. Na página 22 de seu livro já citado, comentando sobre o poder do dízimo, faz referencia a quatro tipos de demônios que ele os denomina de “Cortador, Migrador, Devorador e Destruidor.” Os quais, segundo ele, não se pode expulsar em nome de Jesus, só através do dízimo. Com essa afrontosa interpretação, esse defensor do dízimo, considera que o nome de Jesus é inferior ao Dízimo. Nada contra a pessoa do Pastor Jerônimo, mas a sua teologia me deixou muito triste. Não posso concordar com ela. O medo e terror que ele procura colocar nos não dizimistas é algo que provoca riso e compaixão ao mesmo tempo!
A miopia espiritual e teológica de Jerônimo, evidenciada em seu livro “Os Exterminadores de Riquezas”, não param aí, vão muito além. Ele se arvora no direito de se unir a Elifaz, Bildade e Zofar, para acusar Jó de pecado. Na página 29 do referido livro, o Pastor Jerônimo acusa Jó de ter perdido tudo por causa do pecado de não ser um dizimista. Jó, para aquele pregador, não é o que o próprio Deus diz, mas um infiel por causa do dízimo. Esta afirmação inconsequente, feita por aquele Teólogo, dá arrepios até em coroça de manga!
O importante não é o que o Pastor Jerônimo diz de Jó, mas o que o Senhor diz.
E disse o Senhor a satanás: Observaste tu o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem sincero e reto, temente a Deus desviando-se do mal. (Jó 1:8).
O homem em são juízo, jamais dirá coisas que vão contra o que disse o Senhor.
Para Elifaz, Bildade e Zofar, acusadores de Jó, o Senhor disse que eles cometeram loucura.
... O Senhor disse a Elifaz, o Temonita: A minha ira se acendeu contra ti e contra os teus dois amigos, porque não dissestes de mim o que era reto, como o meu servo Jó.
Jó orará por vós; porque devéras a ele aceitarei para que eu vos não trate conforme a vossa loucura; porque vós não falastes de mim o que era reto como o meu servo Jó. (Jó 42:7-8)
O Senhor definiu muito bem quando disse: “Vossa loucura”, pois é isto que muito pregadores estão fazendo, maltratando os filhos de Deus, proibindo-os de exercerem seus ministérios que o Espirito Santo lhes concedeu, só porque não são Dizimistas. Em nome do Dízimo estão cometendo loucuras.
Jó orou por seus acuadores (Jó 42: 8-9), daquela época. Quem orará por este Elifaz moderno do século XXI? Se esse pregador do Evangelho Terrorista soubesse como é bom viver pela fé, na liberdade com que Cristo nos libertou, jamais ele escreveria as asneiras que o escreveu. Aquele que coloca o nome de Jesus abaixo do dízimo agride frontalmente a palavra de Deus e ofendem a sã doutrina.
Nada se pode comparar com o nome de Jesus, porque não há nome tão poderoso como este. Os Apóstolos davam testemunho de seu poder.
Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um NOME que é sobre todo o nome; para que ao NOME de JESUS se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai. (Fil. 2: 9-11). O próprio Jesus disse: É me dado todo poder no céu e na terra (Mat. 28:18). A mim, a palavra de Deus convence que o Cortador, Migrador, Devorador e Destruidor se dobrarão diante do nome de Jesus. Ajoelharão e confessarão que Jesus é o Senhor.
A você, caro leitor, que aceitou Jesus como Senhor e Salvador, eu digo: se encontrar um desses demônios citados pelo Pastor Jerônimo, ou se encontrar todos eles juntos, expulse-os, não pelo Dízimo, isso é heresia da grossa, mas em NOME DE JESUS.
Em meu nome expulsarão os demônios;... (Mar. 16:17).
Outro pregador e defensor do Dízimo, é o Reverendo Jacob Silva. Em seu Livreto intitulado “Fidelidade”, o Pastor Jacob prega um Evangelho de Terror e de retribuição. Aterroriza os não Dizimistas, falando de um Deus que persegue e toma sua parte através de doenças, Desastres e Tempestades. Prega um evangelho Antibíblico  ensinando a retribuição como se vivêssemos na Antiga Aliança. Fazer para ter direito. Dar o Dízimo para ser abençoado.
Nós, que vivemos pela fé na graça de Cristo, repudiamos esse Evangelho Terrorista e de retribuição. Por mais que fizermos não seremos merecedores de nada. Tudo é pela graça e bondade de Deus. Reduzir a bondade e graça de Deus e condicioná-la ao dízimo é ir contra a mais elementar doutrina cristã. Por causa de ensinamentos assim é que precisamos ouvir o que Jesus ensinou:
Olhai, vigiai e orai:... (Mar. 13:33)
Na página 20 de seu Livreto, já citado, o pastor Jacob ensina o seguinte:
Os irmãos já imaginaram receber seu salario num saco furado? É chegar em casa e ter o que? Não tem nada mais. Ficou tudo no caminho. Porque recebeu em um saco furado. Saco furado na vida do crente é Médico, é Farmácia, é Hospital, é Batida de Carro, é Ladrão que entra em casa, é uma tempestade Inesperada, tudo isto é saco furado, por onde Deus faz vazar aquilo que devia ser entregue a Ele, mas lhe foi negado. Este comentário desnecessário e infeliz, do Pastor Jacob, reduz um Deus de amor em Carrasco e Perseguidor.
Quando o homem estava debaixo da maldição da lei, e antes de Cristo se manifestar, essa mensagem seria verdadeira! Mas para nós que fomos libertados da Maldição da Lei, podemos responder com o mesmo argumento do Apóstolo Paulo que diz:
Aquele que nem mesmo a seu filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?
Quem intentará acusações contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica.
Quem os condenará? Pois é Cristo quem morreu, ou antes, quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós. (Rom.8: 32-34).
O comentário do Pastor Jacob, tem como base Malaquias e Egeu, Profetas do Antigo Testamento, que falaram a Israel e jamais à Igreja.
O que temos, nós cristãos, a ver com Malaquias, Ageu, Templo, Levitas etc.? O Antigo Testamento durou até chegar o Novo, tudo agora se fez Novo.
A lei e os profetas duraram até João: desde agora é anunciado o reino de Deus... (Luc. 16:16).
Já que a Lei e os Profetas Malaquias e Ageu, duraram até João, por que será que o Pastor Jacob não usa um Texto do Novo Testamento para implantar o Dízimo? Não seria mais convincente se usasse um texto escrito por um dos Apóstolos, já que a Igreja permanecia nas doutrinas destes? (Atos 2:42).

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