segunda-feira, 15 de abril de 2013

DÍZIMO, FATOR DE CONFLITOS NAS IGREJAS - PARTE 10


Em meu livro: “PRINCIPIOS BÍBLICOS QUE CONDUZEM Á PROSPERIDADE”, eu procuro mostrar como é possível ser prospero aplicando os princípios bíblicos em nosso dia-a-dia. Só a fé nos princípios bíblicos nos levará a uma vida plena. Para mostrar como os Legalistas são cruéis, transcrevi parte de uma lição de Escola Dominical, da Igreja a que pertenci e que me excluiu quando escrevi o livro contra o Dízimo.  O autor da lição é teólogo e Professor de seminário. O problema é que na época, eu era professor da escola dominical de minha Igreja e fiquei muito chocado com aquela lição, e recuei-me a leciona-la. Vejam o que diz a malfadada Lição: e alguém disser: Eu sou crente e sirvo a Deus e não entregar o dízimo, as sua palavras não são verdadeiras, ele não é um crente, é pobre espiritualmente falando e materialista, onde o dinheiro é o “meio” E o “fim” de sua existência. Não serve a Deus, e sim ao seu egoísmo. Roubar o dízimo é um pecado colocado pelo profeta ao lado de outros, como: adultério, invocação de demônio e, injustiça social diante dos assalariados, das viúvas, dos órfãos e dos estrangeiros. Se você se escandalizar porque um irmão adulterou, outro saiu do nosso meio para invocar demônios num centro espirita, você tem que se inquietar também por causa daquele que não entrega o dízimo, pois está em pecado da mesma forma. Pobre e confuso Teólogo! Igualar os não dizimistas no rol dos Adúlteros, Materialistas, Egoístas, Invocadores de Demônios, só poderia vir de um Teólogo Legalista, pois a Lei produz o Fariseu, enquanto a Graça forma Cristão. Como cristão, somos ensinados pelos Apóstolos, aos quais Cristo confiou a missão de doutrinar a Igreja, que não devemos ser adúlteros, nem mentirosos, nem materialistas, nem egoístas, nem roubadores, nem invocadores de demônios e nem injustos, mas os apóstolos nunca nos ensinaram a sermos dizimistas. Quisera saber que autorizou este Fariseu Moderno, Teólogo do Absurdo, a menosprezar e insultar aqueles por quem Cristo deu a vida, em nome de uma doutrina estranha aos ensinamentos apostólicos. Um Pastor que, em nome do dizimo, serra seu punhos e vocifera do Púlpito de sua Igreja, dizendo as Barbarias que esse Professor de Teologia ensina, pode saber que é um Pastor igual aos descritos em Ezequiel 34. O dizimo se mostra conflitante, quando entre os defensores desta doutrina, existem muitas contradições. Uns ensinam que o dizimo deve ser dado da renda bruta, outros ensinam que é da renda liquida. Outros mais Fanáticos, dizem que devemos dizimar os empréstimos Bancários e até mesmo os prejuízos! Muitos Irmãos me escrevem contando os conflitos de suas Igrejas. São pessoas machucadas por Pastores cruéis, que as oprimem por causa do Dízimo. São impedidas de exercerem seus Ministérios, porque são consideradas como Lixo por não serem Dizimistas. Conheci um Pastor que, numa colheita de café, os crentes de sua Igreja, que era Cafeicultores, não venderam o café por ocasião da colheita, por ser nesta época de safra, muito barato. Aquele Pastor, num gesto Tresloucado, como se fosse um Imperador, foi aos Sítios dos seus Membros e obrigou-os a separarem os Dez por Cento de suas colheitas, e em seguida vendeu o café, com a alegação de que eles não podiam ficar com o Dízimo do Senhor. Aquele Pastor não vive pela fé, mas pelo zelo que tem em receber os dízimos, que, segundo ele, é do Senhor.
PREGADORES DE DÍZIMOS EMENDAI-VOS!

O dízimo gera conflitos na Igreja, porque o Espirito Santo não acampa essa doutrina. Por mais que as Denominações tentem colocar na mente de seus membros, o dever de dizimarem, não conseguem. Os Pastore fazem de tudo, pregam o Evangelho do Terrorismo, tentam através da doutrina da Retribuição, mas não adianta, poucos por medo, tornam-se Dizimistas. Muitas denominações, por não encontrarem no Novo Testamento uma base para o Dízimo, introduzem em seu Código de Doutrina, o Dízimo. Assim acham forças para impor essa prática estranha aos ensinamentos dos Pais da Igreja. Finalizando este Capítulo, quero dizer que o comentário do Pastor Caio Fábio, em seu Livro: “Uma Graça Que Poucos Desejam”, é bem melhor que tudo que li até hoje sobre a contribuição. O seu entendimento é melhor, porque não se prende ao dízimo da Antiga Aliança, mas a contribuição da Nova. O Pastor Caio não poupa critica a certos Dizimistas. Quando na página Dezoito de eu citado livro diz:
A maioria das pessoas que eu conheço contribui ainda com medo de Deus. Ou então o faz na estreita medida do dizimo. Porque Malaquias chama de Ladrão àquele que não contribuiu, então resolve Quitar seu Carnê do Reino (Ml. 3:8-9). Todavia, essas pessoas fazem isso com o mesmo sentido de Obrigatoriedade com o qual pagam a Conta de Luz, a Água ou Aluguel do Apartamento. Não lhe move o Coração o temor do Senhor. Não se sentem comovidas pela Graça. Quem apenas dá o dízimo ou se deixa motivar a contribuir pelos mesmos sentimentos daqueles que liquidam uma conta para não terem o nome no S.P.C., ainda não passou da Velha Aliança para a Nova, ainda não pensa como cristão, mas raciocina como Legalista Judeu. O Pastor Caio Fábio definiu muito bem a Nova Ordem da Contribuição, não mais o dizimo da Velha Aliança Legalista, mas a contribuição livre e Voluntária da Nova, que nasce no coração cheio de Amor. A Lei produz o Fariseu Legalista, cheio de si e acusador, mas a Graça cria o Cristão, Humilde, Amoroso e cheio de Fé. O conflito gerado pelo dizimo pode chegar ao extremo por não ser cristão, sempre que o dizimo vem àtona, surge como enorme falta de amor e de misericórdia. Quando recebo cartas de Irmãos e Irmãs, reclamando e contando as Humilhações que sofrem em suas Igrejas por causa do dízimo, eu posso compreender muito bem. A minha experiência mostra o que certos lideres são capazes de fazer em nome do dizimo. Eu era Presbítero, muito ativo no ministério. Pregava constantemente o amor de Cristo para meus irmãos e não podia concordar com a opressão e a falta de respeito com que alguns Pastores havia com os não dizimistas. Resolvi então me levantar em defesa de meus irmãos; escrevi o meu primeiro Livro com o titulo: “PORQUE DEIXEI DE SER DÍZIMITA”. Quando souberam, ficaram enfurecidos contra mim, e quando viram minha firmeza em publicá-lo tiveram que fazer uma escolha; a pessoa ou o dizimo, escolheram ficar com o dizimo e eliminar a pessoa. Fui posto para fora de minha tão amada Igreja, coisa que me doeu intensamente. Sempre fui, na medida de minhas posses, um bom contribuinte. Meu Carro, minha Casa e meu Telefone, sempre estiveram a serviço da Igreja. Todo meu tempo, que podia gastar junto a minha família, gastava-o na obra. Nunca deixei de fazer ofertas voluntarias para a Igreja e também individualmente para muitos obreiros. Quando da construção do novo templo, algo que tanto desejei, fiz questão de pagar sozinho toda a mão-de obra do Pedreiro especializado, além de uma parte do pré-moldado e outra contribuições. Fizeram uma Assembleia para oficializarem minha expulsão, quando tomei a palavra e pedi aos Pastores que tivesse misericórdia de mim. Disse a eles que se quisessem eu pediria de Joelhos para me deixarem no último Banco. Prometi a eles que não abriria minha boca para falar nada. Queria apenas permanecer juntamente com minha família, participando da Igreja, que para mim era minha família. Comoveu-me muito a manifestação de amor e apoio que meus irmãos da Igreja local manifestaram a mim. Tive que acalmá-los para não tomarem qualquer decisão precipitada. Vendo o meu pedido insistente, e também a manifestação de carinho que meus irmãos tinham por mim, achei que os Pastores que compunham o Presbítero me deixariam ficar no último banco, mas não foi assim, expulsaram-me e foram irredutíveis. Compreendi então que para muitas Denominações, o dizimo vale muito mais do que a pessoa. O entendimento deles foi o mesmo que os Judeus tinham em relação ao Sábado, mas Jesus disse: “O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do Sábado”. (Mar. 2:27). Será que o dizimo foi feito por causa do homem ou o homem por causa do Dídimo? Mas como o “vinho novo” é sempre melhor, e única coisa que hoje me causa arrependimento, é não ter escrito aquele livro há uns Dez Anos antes! Porque o que Deus fez por mim, a partir daquele impasse, é algo glorioso. Foi como tirar um Peixe do Aquário e soltá-lo em grandes águas. Não cesso de dar Glória a Deu pelas grandes vitórias que me tem concedido.
É por isso que continuo sendo contra o Dízimo Legalista, porque é Fator de muitos Conflitos na Igreja, mas não sou contra a Oferta Voluntaria que nasce de um compromisso Voluntario e consciente, que parte do interior para o exterior em forma de Demonstração de amor pela Obra de Cisto.
Encerrando aqui está grande aula a cerca do dizimo, eu quero também completar esse trabalho dizendo que: O meu Irmão Biológico: Valter Desidério Barreto formado em Teologia, sociologia e filosofia, também sofreu muito com as perseguições no meio Evangélico, por que ele era de uma Denominação e como ele não apoiava também esse tipo de comportamento que existiam entre a maioria das Igrejas de hoje, na qualidade de Pastor, ele também foi expulso do meio dos Lobos!  Eu ressentimento acabei de chegar de Manaus, veio muitas pessoas me fazer revelações do comportamento desses elementos que se dizem homens de Deus... Cada absurdo que às vezes não dá nem para acreditar se a gente não tivesse passado também pela experiência que muitos já passaram. E assim estou dando a minha colaboração, porque está escrito: Conhecerei a verdade, e a verdade vos libertará. (João 8:32). Tudo aqui está conforme a palavra de Deus.
Que Deus possa nos abençoar se se livrar das mãos desses exploradores Mercenários da Fé e que em breve irá prestar contas a Deus de seus atos ilícitos aqui na terra.


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