A historia bíblica
mostra Abraão dando o dizimo a Melquisedeque, que era rei e sacerdote em Salem. (Gen. 14:18, 28:20
e Heb. 7:1).
O relato bíblico
dá conta que Abraão voltava de um grande combate e foi recebido com uma
saudação maravilhosa, além de receber pão e vinho do sacerdote Melquisedeque.
Em Gêneses
28:20-22, encontramos Jacó, neto de Abraão, fazendo um voto a Deus. Jacó
conhecia a pratica do dízimo, e como naquela época, certamente não era
obrigatório, condicionou-o a uma resposta de Deus.
E Jacó votou um
voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der
pão para comer, e vestidos para vestir.
... E de tudo
quanto me deres, certamente te darei o Dízimo.
Assim fica claro
que no tempo de Abrão de Jacó o dízimo não era obrigatório; o doador podia
fazer voto condicional.
Além do dízimo,
outras práticas de culto a Deus eram observadas. O sacrifício de animais, por
exemplo, era amplamente praticado. Abraão e toda sua descendência, os homens,
foram circuncidados. Quando veio a lei, muitas práticas religiosas foram
incorporadas a ela por Moisés. A história mostra que antes da lei Mosaica,
outros códigos, como por exemplo, o Código de Hamurábi o Código de Ur-Namu, o
Código de filalama e outros, já existiam bem antes do de Moisés, e eram Códigos
que traziam aspectos religiosos e também civis.
Para a Nova
Aliança, Deus tinha algo especial. Todo o Planta Terra experimentaria um Código
melhor que seria de ordem Universal. Jesus, o Grande Líder, traria um reino
maior e melhor do que todos os reinos que existiram antes. Com Cristo o mundo
teria um novo começo; todas as coisas velhas passariam, inclusive a Lei de
Moisés.
A história
moderna, ostra como o dízimo reapareceu na era cristã; vejam um pequeno trecho,
transcrito da Enciclopédia Morador Internacional, volume 7, página 3.444, que
diz:
“3 – ORIGEM DOS
DÍZIMOS”.
No cristianismo,
os dízimos urgiram relativamente tarde (Séc. VI) é não lograram implantar-se no
Império Bizantino e, consequentemente, na Igreja Ortodoxa Grega e nas nascidas
da Catequese cristã Bizantina Russa. A fundamentação dos dízimos decorre da
interpretação de textos do Antigo e Novo Testamento, bem como do exemplo de
práticas correntes no Judaísmo e, até certo ponto, nas Primitivas Comunidades
Cristãs. O direito Eclesiástico do Ocidente Cristão ocupa-se fartamente dos
dízimos, a partir da Idade Média, bem como vários concílios regionais ou
ecumênicos.
4 – OS DÍZIMOS
NO ANTIGO TESTAMENTO.
Até o cativeiro da
Babilônia, os dízimos da Agricultura e primícias do gado eram consumidos, pelo
respectivo proprietário hebreu, num banquete ritual e festivo, do qual
participava o Levita local e em lugar consagrado a Yahvé. Caso ficasse longe,
vendiam-se os produtos do dízimo e comprava-se naquele lugar, tudo quanto fosse
necessário ao banquete. (Det. 14:22-27). De três em três anos, os dízimos das
colheitas deviam ser dados aos pobres da cidade (O Estrangeiro, o Órfão e a
Viúva) e levita (Dt. 14: 28-29). Esse festim sacro simbolizava o reconhecimento
do domínio eminente do solo por Deus, que dera a terra de Canaã ao seu povo.
Com efeito, no Antigo Oriente Próximo era costume que o proprietário recebesse
do arrendatário um décimo dos produtos do solo.
4.1 – A disposição
do Deuteronômio, que centralizou num único lugar (que veio a ser Jerusalém). O
culto de Yahvé e o consumo ritual dos dízimos (Dt. 12:6-7-17-19) só foi
cumprida parcialmente a partir da reforma religiosa do Rei Josias, embora
Salomão houvesse construído o Templo dois séculos antes. Prevaleceu com a
teocracia sacerdotal do período pós-exílico, uma vez reconstruído o Templo,
destruído por Nabucodonosor.
4.2 – Depois do
retorno do cativeiro da Babilônia os dízimos dos frutos do solo passaram a ser
entregues aos Levitas e Sacerdotes (estes recebiam um décimo dos mesmos), como
contribuição para o custeio do culto do Templo e sustento do seu numeroso
pessoal (Num. 18:21-32). Após Nehemias e Esdras, acrescentaram-se aos dízimos
agrícolas os do Gado (Lev. 27:32). Até a destruição do Templo por Tito, os
Judeus da diáspora (Comunidade Judias espalhadas pelo mundo Helenístico,
conquistado gradualmente pelos Romanos) enviavam anualmente valiosas somas de
ouro e prata ao santuário. A partir de 71 D.C., o didracma (dois dracmas ,
equivalente a um meio ciclo de prata do sistema monetário Judeu, que o Templo
recebia anualmente dos fiéis, foi cobrado, na Judeia (já província Romana),
para Júpiter Capitolino, cujo culto fora substituído pelos Romanos ao de Yahvé.
5- OS DÍZIMOS
NO JUDAÍSMO POSTERIOR:
Com o esmagamento
da última revolta Judia contra o poder Imperial Romano, a Palestina ficou
praticamente esvaziada da sua população adoradora de Yahvé, e o Judaísmo ainda
se difundiu mais por todo o Império Romano e ainda além, alcançando com o
tempo, uma expansão mundial. A cobrança dos dízimos, de acordo com os preceitos
da Torah (O Pentateuco) e os comentários talmúdicos, foi mantida, em dinheiro,
nas comunidades Judia para atender às suas necessidades religiosas. Na
atualidade, perdeu o caráter decimal e foi substituído por um conjunto de
contribuições para fins de cultos, previdência social e beneficência, em
princípio voluntárias.
6- O DÍZIMO NO
CRISTIANISMO PRIMITIVO:
Nas primeiras
comunidades cristãs não houve dízimos, mas oblações, isto é, ofertas voluntarias
e de montante variável, que visavam essencialmente a minorar a sorte dos
pobres, entre o quais figuravam órfãos e viúvas. Sem dúvida, o Apóstolo São
Paulo afirmava o direito dos Pregadores do Evangelho à sua manutenção pelos
fiéis, mas timbrava em viver do fruto do trabalho das suas próprias mãos (I
Cor. 9:11-14). Frequentemente, aliás, os Evangelizadores recebiam eu sustento
das comunidades cristãs, onde se achavam como dá testemunho São Paulo (I Cor.
9: 4-6) e mais tarde a Didaquê ( fim do séc. I; Ensinamento). Em fins do séc.
II, Santo Irineu, doutor da Igreja, condenando os Dízimos, cujo ritualismo
legalista contrastava com a espontaneidade das oblações, recomendava essas
últimas, lembrando que Cristo libertara os homens da opressão da lei antiga (o
pacto do Velho Testamento entre Deus e os Hebreus), substituída pela lei da
Graça.
6.1 – Nos três
primeiros séculos do cristianismo, não houve pagamento de dízimo. São Jeronimo
e São João Crisóstomo, ambos doutores da
Igreja (o primeiro, da cristandade de Língua Latina, o outro, da Língua Grega),
iniciaram ainda no Império Romano ( séc. IV), a corrente favorável à
implantação do dizimo, de acordo com os preceitos do Antigo Testamento. Na
parte Oriental do Império Romano, depois Império Bizantino, os próprios
Imperadores cristãos opuseram-se à transformação das oblações em dízimos,
temendo que prejudicassem a arrecadação dos Impostos Públicos.
6.2 –m Mas, no
Ocidente, ao desaparecer o Império, o sistema Fiscal Romano desmoronou-se e o
retrocesso econômico, acompanhado de grande escassez monetária, afetou
duramente a Igreja, nos reinos merovíngios sobre tudo. Por isso, os concílios
regionais de Tours (567), e Mâcon (585) declararam a obrigação do pagamento dos
Dízimos, decretada por este último, sob pena de Excomunhão.
7. OS DÍZIMOS
MEDIEVAIS:
No entanto,
somente com o apoio da Legislação comum, e valendo-se do braço secular quando
necessário, pode a Igreja receber regularmente os Dízimos; primeiro, no Império
Carolíngio (capitulares [779 em diante] de Carlo Magno), depois, nas demais
regiões do Ocidente, que reconhecia a autoridade espiritual da Santa Sé.
A influência
Político-Religiosa da França e da Alemanha se fez sentir na introdução dos
dízimos nos países vizinhos, sendo consagrada a sua obrigação e definida sua
natureza pelo papado, principalmente a partir do II Concílio de Latrão (1179).
As decretais dos Papas
Falas e
verdadeiras serviram de base às respectivas disposições do direito canônico,
nem sempre aceito pelos príncipes e senhores feudal.
Conhecendo um
pouco da história, podemos saber que o dízimo de hoje, praticado pela Igreja
Protestante, foi implantado pela Igreja Católica Romana.
No entanto, essa
prática estranha às doutrinas apostólica foi encampada por muitos grupos
evangélicos que o defendem, enquanto a Igreja Católica, que o implantou, já não
tem como doutrina.
ENRIQUECIDOS
PARA DIZIMAREM:
Os Israelitas eram
escravos no Egito e nada possuíam. Assim, Deus nunca exigiu o Dízimo deles.
Tirados do Egito e levados, com mão forte, para uma terra que mana leite e mel,
os Israelitas receberam, gratuitamente, espaçosas propriedades. Foi então que
Deus disse: que tudo que colhessem deveriam dar o dízimo. É por isso que quando
eles não traziam os Dízimos, eram chamados de Ladrões.
Para que um
Pregador, defensor do Dízimo, possa chamar alguém de Ladrão por causa do
dízimo, ele deve fazer o que foi feito a Israel! Quando uma pessoa se converte,
dê a ela uma espaçosa propriedade e depois cobre o Dízimo. Se ela negar, então
chame-a do que quiser. Mas, por favor, não chame de Ladrão, pessoas que, muitas
vezes, não tem nem mesmo uma casa ou um Salário digno, e a Igreja nada fez, ou
faz por elas.
AÍ ESTÁ A
VERDADEIRA HISTÓRIA DO DÍZIMO.
Continuarei na
próxima semana essa leitura a luz da Bíblia para esclarecimento daqueles que
ainda não conhecem a verdade com transparência...

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