sexta-feira, 12 de abril de 2013

DÍZIMO, FATOR DE CONFLITOS NAS IGREJAS - PARTE 07

O DIZÍMO NA HISTÓRIA:

A historia bíblica mostra Abraão dando o dizimo a Melquisedeque, que  era rei e sacerdote em Salem. (Gen. 14:18, 28:20 e Heb. 7:1).
O relato bíblico dá conta que Abraão voltava de um grande combate e foi recebido com uma saudação maravilhosa, além de receber pão e vinho do sacerdote Melquisedeque.
Em Gêneses 28:20-22, encontramos Jacó, neto de Abraão, fazendo um voto a Deus. Jacó conhecia a pratica do dízimo, e como naquela época, certamente não era obrigatório, condicionou-o a uma resposta de Deus.
E Jacó votou um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer, e vestidos para vestir.
... E de tudo quanto me deres, certamente te darei o Dízimo.
Assim fica claro que no tempo de Abrão de Jacó o dízimo não era obrigatório; o doador podia fazer voto condicional.
Além do dízimo, outras práticas de culto a Deus eram observadas. O sacrifício de animais, por exemplo, era amplamente praticado. Abraão e toda sua descendência, os homens, foram circuncidados. Quando veio a lei, muitas práticas religiosas foram incorporadas a ela por Moisés. A história mostra que antes da lei Mosaica, outros códigos, como por exemplo, o Código de Hamurábi  o Código de Ur-Namu, o Código de filalama e outros, já existiam bem antes do de Moisés, e eram Códigos que traziam aspectos religiosos e também civis.
Para a Nova Aliança, Deus tinha algo especial. Todo o Planta Terra experimentaria um Código melhor que seria de ordem Universal. Jesus, o Grande Líder, traria um reino maior e melhor do que todos os reinos que existiram antes. Com Cristo o mundo teria um novo começo; todas as coisas velhas passariam, inclusive a Lei de Moisés.
A história moderna, ostra como o dízimo reapareceu na era cristã; vejam um pequeno trecho, transcrito da Enciclopédia Morador Internacional, volume 7, página 3.444, que diz:

“3 – ORIGEM DOS DÍZIMOS”.
No cristianismo, os dízimos urgiram relativamente tarde (Séc. VI) é não lograram implantar-se no Império Bizantino e, consequentemente, na Igreja Ortodoxa Grega e nas nascidas da Catequese cristã Bizantina Russa. A fundamentação dos dízimos decorre da interpretação de textos do Antigo e Novo Testamento, bem como do exemplo de práticas correntes no Judaísmo e, até certo ponto, nas Primitivas Comunidades Cristãs. O direito Eclesiástico do Ocidente Cristão ocupa-se fartamente dos dízimos, a partir da Idade Média, bem como vários concílios regionais ou ecumênicos.

4 – OS DÍZIMOS NO ANTIGO TESTAMENTO.
Até o cativeiro da Babilônia, os dízimos da Agricultura e primícias do gado eram consumidos, pelo respectivo proprietário hebreu, num banquete ritual e festivo, do qual participava o Levita local e em lugar consagrado a Yahvé. Caso ficasse longe, vendiam-se os produtos do dízimo e comprava-se naquele lugar, tudo quanto fosse necessário ao banquete. (Det. 14:22-27). De três em três anos, os dízimos das colheitas deviam ser dados aos pobres da cidade (O Estrangeiro, o Órfão e a Viúva) e levita (Dt. 14: 28-29). Esse festim sacro simbolizava o reconhecimento do domínio eminente do solo por Deus, que dera a terra de Canaã ao seu povo. Com efeito, no Antigo Oriente Próximo era costume que o proprietário recebesse do arrendatário um décimo dos produtos do solo.
4.1 – A disposição do Deuteronômio, que centralizou num único lugar (que veio a ser Jerusalém). O culto de Yahvé e o consumo ritual dos dízimos (Dt. 12:6-7-17-19) só foi cumprida parcialmente a partir da reforma religiosa do Rei Josias, embora Salomão houvesse construído o Templo dois séculos antes. Prevaleceu com a teocracia sacerdotal do período pós-exílico, uma vez reconstruído o Templo, destruído por Nabucodonosor.
4.2 – Depois do retorno do cativeiro da Babilônia os dízimos dos frutos do solo passaram a ser entregues aos Levitas e Sacerdotes (estes recebiam um décimo dos mesmos), como contribuição para o custeio do culto do Templo e sustento do seu numeroso pessoal (Num. 18:21-32). Após Nehemias e Esdras, acrescentaram-se aos dízimos agrícolas os do Gado (Lev. 27:32). Até a destruição do Templo por Tito, os Judeus da diáspora (Comunidade Judias espalhadas pelo mundo Helenístico, conquistado gradualmente pelos Romanos) enviavam anualmente valiosas somas de ouro e prata ao santuário. A partir de 71 D.C., o didracma (dois dracmas , equivalente a um meio ciclo de prata do sistema monetário Judeu, que o Templo recebia anualmente dos fiéis, foi cobrado, na Judeia (já província Romana), para Júpiter Capitolino, cujo culto fora substituído pelos Romanos ao de Yahvé.

5- OS DÍZIMOS NO JUDAÍSMO POSTERIOR:
Com o esmagamento da última revolta Judia contra o poder Imperial Romano, a Palestina ficou praticamente esvaziada da sua população adoradora de Yahvé, e o Judaísmo ainda se difundiu mais por todo o Império Romano e ainda além, alcançando com o tempo, uma expansão mundial. A cobrança dos dízimos, de acordo com os preceitos da Torah (O Pentateuco) e os comentários talmúdicos, foi mantida, em dinheiro, nas comunidades Judia para atender às suas necessidades religiosas. Na atualidade, perdeu o caráter decimal e foi substituído por um conjunto de contribuições para fins de cultos, previdência social e beneficência, em princípio voluntárias.

6- O DÍZIMO NO CRISTIANISMO PRIMITIVO:
Nas primeiras comunidades cristãs não houve dízimos, mas oblações, isto é, ofertas voluntarias e de montante variável, que visavam essencialmente a minorar a sorte dos pobres, entre o quais figuravam órfãos e viúvas. Sem dúvida, o Apóstolo São Paulo afirmava o direito dos Pregadores do Evangelho à sua manutenção pelos fiéis, mas timbrava em viver do fruto do trabalho das suas próprias mãos (I Cor. 9:11-14). Frequentemente, aliás, os Evangelizadores recebiam eu sustento das comunidades cristãs, onde se achavam como dá testemunho São Paulo (I Cor. 9: 4-6) e mais tarde a Didaquê ( fim do séc. I; Ensinamento). Em fins do séc. II, Santo Irineu, doutor da Igreja, condenando os Dízimos, cujo ritualismo legalista contrastava com a espontaneidade das oblações, recomendava essas últimas, lembrando que Cristo libertara os homens da opressão da lei antiga (o pacto do Velho Testamento entre Deus e os Hebreus), substituída pela lei da Graça.
6.1 – Nos três primeiros séculos do cristianismo, não houve pagamento de dízimo. São Jeronimo e São João Crisóstomo, ambos  doutores da Igreja (o primeiro, da cristandade de Língua Latina, o outro, da Língua Grega), iniciaram ainda no Império Romano ( séc. IV), a corrente favorável à implantação do dizimo, de acordo com os preceitos do Antigo Testamento. Na parte Oriental do Império Romano, depois Império Bizantino, os próprios Imperadores cristãos opuseram-se à transformação das oblações em dízimos, temendo que prejudicassem a arrecadação dos Impostos Públicos.
6.2 –m Mas, no Ocidente, ao desaparecer o Império, o sistema Fiscal Romano desmoronou-se e o retrocesso econômico, acompanhado de grande escassez monetária, afetou duramente a Igreja, nos reinos merovíngios sobre tudo. Por isso, os concílios regionais de Tours (567), e Mâcon (585) declararam a obrigação do pagamento dos Dízimos, decretada por este último, sob pena de Excomunhão.

7. OS DÍZIMOS MEDIEVAIS:
No entanto, somente com o apoio da Legislação comum, e valendo-se do braço secular quando necessário, pode a Igreja receber regularmente os Dízimos; primeiro, no Império Carolíngio (capitulares [779 em diante] de Carlo Magno), depois, nas demais regiões do Ocidente, que reconhecia a autoridade espiritual da Santa Sé.
A influência Político-Religiosa da França e da Alemanha se fez sentir na introdução dos dízimos nos países vizinhos, sendo consagrada a sua obrigação e definida sua natureza pelo papado, principalmente a partir do II Concílio de Latrão (1179). As decretais dos Papas
Falas e verdadeiras serviram de base às respectivas disposições do direito canônico, nem sempre aceito pelos príncipes e senhores feudal.

Conhecendo um pouco da história, podemos saber que o dízimo de hoje, praticado pela Igreja Protestante, foi implantado pela Igreja Católica Romana.
No entanto, essa prática estranha às doutrinas apostólica foi encampada por muitos grupos evangélicos que o defendem, enquanto a Igreja Católica, que o implantou, já não tem como doutrina.

ENRIQUECIDOS PARA DIZIMAREM:
Os Israelitas eram escravos no Egito e nada possuíam. Assim, Deus nunca exigiu o Dízimo deles. Tirados do Egito e levados, com mão forte, para uma terra que mana leite e mel, os Israelitas receberam, gratuitamente, espaçosas propriedades. Foi então que Deus disse: que tudo que colhessem deveriam dar o dízimo. É por isso que quando eles não traziam os Dízimos, eram chamados de Ladrões.

Para que um Pregador, defensor do Dízimo, possa chamar alguém de Ladrão por causa do dízimo, ele deve fazer o que foi feito a Israel! Quando uma pessoa se converte, dê a ela uma espaçosa propriedade e depois cobre o Dízimo. Se ela negar, então chame-a do que quiser. Mas, por favor, não chame de Ladrão, pessoas que, muitas vezes, não tem nem mesmo uma casa ou um Salário digno, e a Igreja nada fez, ou faz por elas.

AÍ ESTÁ A VERDADEIRA HISTÓRIA DO DÍZIMO.

Continuarei na próxima semana essa leitura a luz da Bíblia para esclarecimento daqueles que ainda não conhecem a verdade com transparência...

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